A análise é o espaço privilegiado para o exercício da máxima socrática de que "a vida não examinada não vale a pena ser vivida". Em nossa jornada psíquica, muitas vezes nos sentimos limitados, "o que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano" (Newton), e é precisamente nesse oceano do inconsciente que a análise atua.
Como Freud (1905) bem estabeleceu, "a cura se dá pela palavra"; a fala não é apenas comunicação, mas o instrumento de "elaboração consciente". Nesse processo, entendemos que a mudança é permanente e que, embora o caminho do autoconhecimento possa parecer lento, o essencial é não parar.
A análise é uma caminhada que exige entrega e paciência; e o suporte do analista é o que permite alcançar a simplicidade e a sofisticação de ser, finalmente, quem se é (Lacan).
- Freud
Saúde mental não é apenas a ausência de diagnósticos, mas o equilíbrio dinâmico que nos permite lidar com as subjetividades da vida. Transtornos psicológicos surgem quando esse equilíbrio se rompe, gerando sofrimento - ansiedade, depressão, traumas, compulsões — que afetam como percebemos a nós mesmos e o mundo. O campo da análise clínica trabalha justamente neste território: acolher a dor do sujeito sem julgamentos, sustenta a escuta e, para que através da fala, venha à superficie o que o inconsciente sofre para esconder. Para que então, o sujeito possa nomear e compreender conscientemente a dor que lhe atravessa. Cuidar da mente é um ato de coragem e preservação da vida; é tão urgente quanto cuidar do corpo, porque é nela que nasce toda a escolha. E nesse processo a entrega é como uma chave, e a fala é o caminho que surge clareando a mente. Assim, o sujeito consegue reorganizar sua história e encontrar novas formas de existir no mundo.
A experiência com Enteógenos abre portais profundos de consciência e percepção, mas a verdadeira transformação ocorre na integração dessas experiências com a vida cotidiana. O acompanhamento na integração é o suporte necessário para que os conteúdos simbólicos acessados em estados expandidos de consciência sejam compreendidos com ética e profissionalismo, ajudando a traduzir visões, emoções e memórias em mudanças reais no dia a dia. Evitando confusão psíquica, desorganização emocional ou idealizações. Com mais de 10 anos de trajetória, vivenciando, estudando culturas ancestrais xamânicas e facilitando processos terapêuticos com Enteógenos, bem como estudando a mente através da psicologia/psicanálise, aprendi que o papel da integração é auxiliar o sujeito a ancorar essas vivências, transformando "insights" em mudanças reais. Meu trabalho é oferecer escuta clínica, contenção e direção para que o sagrado encontrado na cerimônia se torne vida prática, madura e sustentável.
O autoconhecimento é a base para uma vida com autonomia e sentido. Conhecer a si mesmo vai além de identificar gostos ou preferências; trata-se de compreender os mecanismos inconscientes, as repetições e os desejos que regem nossas escolhas. O acompanhamento profissional de um psicólogo é fundamental nessa jornada, pois ele atua como um espelho e um mediador, ajudando a desbravar pontos cegos que dificilmente acessaríamos sozinhos. Ter um suporte técnico e acolhedor permite que o processo de olhar para dentro seja profundo, seguro e capaz de gerar fortalecer a consciência vivendo mudanças consistentes.
Minha experiência acompanhando pessoas com dependências químicas me mostrou que o vício nunca é apenas sobre a droga - é sobre dor, vínculo, sentido, é sobre a história do sujeito. É sobretudo sobre a fuga de lidar com essas questões emocionais profundas, é o caminho desesperado de fugir do conflito. O processo de compreensão de si nesse contexto é profundo e complexo porque toca camadas biológicas, psíquicas, familiares e espirituais ao mesmo tempo. Não há atalho, há travessia. É um trabalho delicado, onde o acolhimento e a análise permitem que o sujeito resgate sua dignidade e descubra novas maneiras internas de lidar com a realidade.
Um espaço físico pensado meticulosamente para proporcionar segurança, conforto e silêncio absoluto para a sua escuta.
Aprofundamento do vínculo analítico através do olhar, da linguagem corporal e do encontro humano direto.
O deslocamento até o consultório atua como um ritual, ajudando a separar o tempo da análise das preocupações externas.
Longe das distrações domésticas ou do trabalho, a sessão presencial permite uma imersão mais profunda em si mesmo.
Acredito que a vida, em sua pureza mais profunda, é um convite constante à conexão. Minha trajetória é desenhada pelo amor à natureza e o respeito ao seu saber, bem como pelo deslumbramento diante da complexidade do universo, elementos que moldam não apenas quem eu sou, mas como escolho acolher o outro.
Entendo a prática clínica como um espaço de cuidado onde a ética e a sensibilidade caminham juntas na busca pelo equilíbrio e pela autonomia do sujeito.
Com mais de uma década de imersão e estudos sobre o uso de enteógenos, minha prática terapêutica é uma síntese entre o saber empírico proveniente da cultura dos povos originários e a profundidade teórica da psicologia, sobretudo da psicanálise. Como psicóloga formada pela PUC Goiás e eterna aprendiz, atualmente nicho meus estudos na pós-graduação em Enteogenia Terapêutica pelo Instituto Hermes/IEX, sob a direção do Dr. Wilson Gonzaga. Essa especialização me permite oferecer um suporte técnico a quem busca integrar essas vivências ao autoconhecimento psíquico.
Embora a psicanálise seja o alicerce fundamental na abordagem clínica, reconheço a pluralidade das abordagens psicológicas para alcançar a subjetividade única de cada ser.
Ao longo desses anos de prática e formação acadêmica, acompanhei a complexidade de diversos quadros clínicos, como o de pessoas adictas, depressão, ansiedade e traumas, sempre sob a ótica de que o sintoma é um pedido de socorro de uma história que precisa ser narrada.
Meu trabalho é proporcionar um ambiente seguro e profissional onde a fala possa florescer; te ofereço com amor, a escuta.